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Cap. 22 - Horário de verão, buracos e ambulâncias.

Quem inventou o horário de verão não tem amor no coração, ou gosta muito de praia no fim da tarde. E tenho dito! Levantar ainda escuro, acordar o Rafa, ficar com pena do Rafa, xingar quem inventou essa sandice, chutar o pé da cama de tanto sono, xingar a cama, brigar com o Sergio porque ele demora no banheiro, não ter tempo de tomar café, brigar com o Rafa porque ele tá demorando a se arrumar, ficar com pena do Rafa porque ainda tá escuro, xingar quem inventou essa sandice... acho que deu pra entender o desenho, né? Enfim, depois de enfrentar o mau humor do Rafa e o trânsito, chego no hospital para mais um plantão. De cara, três enfermeiras vem me recepcionar no Estar Médico. Hum. Não é bom sinal. – Bom dia Dra. Marina. Que lindo dia não é? Espero que seu plantão seja calmo, porque precisamos da sua ajuda. – Hum. – consegui grunhir enquanto colocava a bolsa na cadeira. Como alguém pode estar tão feliz a essa hora da madrugada? A segunda enfermeira foi mais esperta....

Cap 21- Que sorte!

Depois da emoção do parto dos trigêmeos, Rafa caiu de cama com um febrão. Acho que foi emoção demais. Vovó veio tomar conta dele porque, para variar, estávamos com poucos médicos na maternidade e eu tinha que ir trabalhar. Ainda tentei que o pai, o dito pai, Marcelo, viesse ajudar. Mas sua nova namorada tinha torcido o pezinho (tadinha), e ele tinha que ficar de babá. Menor paciência... Entre outras coisas, pedi a vovó que, por favor, não enrolasse o menino no cobertor depois de dar chá. Ela me olhou meio enviesado, e eu tive certeza que assim que virasse as costas, ela faria exatamente o que lhe viesse à cabeça. Paciência. O que não mata, fortalece. Estava eu, bela e formosa, atolada embaixo de dezenas de prontuários, com a sala de espera lotada e uma paciente na maca de atendimento, quando me entrou pela porta uma moça bonitinha. Era a nova assistente social. – Dra. Marina. Será que a senhora pode me ajudar. Apareceu um problema aqui e não sei como resolver....

Cap.20– Alalaô, mas que calor! (Continuação)

E o calor escaldava do lado de fora. O trânsito estava bom, mas, como drama não pode faltar na minha vida, dois carros bateram na minha frente. O trânsito parou enquanto os dois motoristas discutiam. O ar condicionado tentava, com muito sofrimento, manter o carro numa temperatura suportável. E o rafa, lógico, queria ficar se virando para o banco de trás, de vinham os gemidos da grávida. Miriam, ficou vigiando as contrações de Sofia, enquanto eu saí para o calor do sol e da discussão. Os dois marmanjos espumavam pela boca enquanto o suor escorria pelo rosto e camiseta. Eu fui muito educadamente pedir a eles que trocassem logo suas informações e fossem embora, liberando o trânsito. Dei uma olhada no estrago e vi   que a batida nem tinha sido nada demais. – Senhores, senhores...não adianta discutir. A polícia só vem se estiver alguém morrendo, e não é o caso. Eu tenho uma mulher em trabalho de parto aí no carro. Eles me ignoraram completamente, lógico. Então ...