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Mostrando postagens de julho, 2012

Cap. 6 - A Passeata na Emergência

Por que eu tenho um coração tão bonzinho? Isso que dá não saber negar nada a um amigo. Fernando, chefe do plantão da emergência e representante do sindicato foi convidado a participar da passeata dos médicos. Ah, Marininha, quebra essa vai? — eu tentava, sem muito sucesso, pintar as unhas da mão direita para ir à uma festa de casamento —  A passeata é super importante. Vamos todos de jaleco e nariz de palhaço. Parei um instante tentando visualizar Fernando no alto dos seus quase dois metros de altura vestido daquele jeito, e nem era carnaval. Ri. Borrei a unha, esmalte vermelho, xinguei baixinho. Tá bom. Pode deixar que eu cubro seu plantão. Ele voltaria às sete e eu ainda teria tempo de ir ao casório São três da tarde, ainda não almocei, sala dos médicos sem cafezinho, média de 600 atendimentos por dia na emergência. Só euzinha já atendi 100. Gripe, virose, nariz escorrendo, palpitações, unhas encravadas, febre (37), dor de cabeça e por aí vai. Coisas que uma dose de...