Cap 21- Que sorte!
Depois da emoção do parto dos trigêmeos, Rafa caiu de cama com um febrão. Acho que foi emoção demais. Vovó veio tomar conta dele porque, para variar, estávamos com poucos médicos na maternidade e eu tinha que ir trabalhar. Ainda tentei que o pai, o dito pai, Marcelo, viesse ajudar. Mas sua nova namorada tinha torcido o pezinho (tadinha), e ele tinha que ficar de babá. Menor paciência... Entre outras coisas, pedi a vovó que, por favor, não enrolasse o menino no cobertor depois de dar chá. Ela me olhou meio enviesado, e eu tive certeza que assim que virasse as costas, ela faria exatamente o que lhe viesse à cabeça. Paciência. O que não mata, fortalece. Estava eu, bela e formosa, atolada embaixo de dezenas de prontuários, com a sala de espera lotada e uma paciente na maca de atendimento, quando me entrou pela porta uma moça bonitinha. Era a nova assistente social. – Dra. Marina. Será que a senhora pode me ajudar. Apareceu um problema aqui e não sei como resolver....